Top 5: os melhores jogos da história entre Palmeiras e Vasco

Dois dos principais gigantes do futebol brasileiro se enfrentam às 19 horas do próximo domingo (dia 12 de agosto), em São Paulo. Palmeiras e Vasco da Gama digladiam em busca dos três pontos pela 18ª rodada do Brasileirão. Quando a bola rolar na Arena Palmeiras, mais um jogo entra para a história do confronto entre cruzmaltinos e alviverdes. Confronto que coloca, frente a frente, duas das maiores torcidas do país, que guardam memórias inesquecíveis do passado.

De acordo com dados do Futpedia, paulistas e cariocas disputaram 126 jogos de 1924 a 2017. Ao todo, foram 367 gols marcados em 56 vitórias do Palmeiras, 31 do Vasco e 39 empates. O fim da década de 90 e início dos anos 2000, em especial, marcou um período de partidas que tiram o fôlego das duas torcidas até hoje. Um período que teve nada menos do que uma final de Campeonato Brasileiro, uma decisão de título na Copa Mercosul e duelos de mata-mata na Libertadores. E, para relembrar os confrontos mais marcantes desses dois clubes, fiz um levantamento dos cinco melhores jogos da história entre esses dois campeões da Libertadores. Confira:

1º – Palmeiras 3 x 4 Vasco da Gama (2000)

A memorável noite de 20 de dezembro de 2000 jamais sairá da história. Os quase 30 mil palmeirenses testemunharam, em pleno Parque Antártica (antigo Allianz Arena), uma das maiores reviravoltas do futebol brasileiro.

O primeiro tempo do último jogo da final da Mercosul daquele ano foram os 45 minutos dos sonhos de qualquer time de futebol. O ex-lateral paraguaio Arce, o ex-meio campista Magrão e o ex-atacante Tuta colocaram os donos da casa com ampla vantagem:  3 a 0. O Palmeiras, então comandado por Marcos Aurélio, deixou o futebol no vestiário, retornou ao gramado sob os gritos de “É campeão!” e foi atropelado por uma avalanche vascaína.

Sob a liderança do baixinho Romário, o Vasco, de Joel Santana, foi gigante. O clube de São Januário conseguiu a improvável façanha de reverter o placar no segundo tempo da partida: fez quatro gols – sendo três deles marcados pelo seu camisa 11 -, levou o título internacional para o Rio de Janeiro e deu vida à maior virada de sua história, conhecida até hoje como a “Virada do Século”.

2º – Vasco da Gama 2 x 4 Palmeiras (1999)

Em 1999, quando se enfrentaram no segundo jogo das oitavas de final da Libertadores, Palmeiras e Vasco passavam por momentos bem parecidos. Com títulos expressivos nos anos anteriores, vascaínos e alviverdes desembarcavam no número 131 da Rua General Almério de Moura, na zona norte carioca, para medirem forças por uma vaga nas quartas de finais do torneio.

O time de São Januário chegava para o confronto com os paulistas como favorito. Afinal, os cruzmaltinos eram os atuais campeões da América. A equipe paulista, comandada por Felipão (atual técnico do Palmeiras), não tinha nada com isso. Ignorou a distância da sua torcida e chegou ao Rio de Janeiro para tentar desbancar os vascaínos.

Como se todo esse contexto já não fosse suficiente para deixar os torcedores aflitos, o primeiro jogo das oitavas de finais havia terminado empatado em 1 a 1, o que dava a vantagem do resultado por 0 a 0 para os vascaínos. Tudo seria decidido nos últimos 90 minutos do confronto. E, para quem esperava um jogo animado, não se decepcionou: foi um verdadeiro espetáculo de futebol.

O jogo começou a todo vapor. Com menos de cinco minutos, os donos da casa abriram o marcador. E, em menos de 30 minutos, a rede de São Januário já havia sido balançado mais três vezes: o Verdão virou a partida, e, na sequência, o Vasco deixou tudo igual novamente: 2 a 2. Se na primeira etapa os visitantes sofreram com o ritmo inicial dos cruzmaltinos, quem tomou as rédeas do início da segunda etapa foram os alviverdes. Com seis minutos, o time de Felipão já havia marcado dois gols e já vencia por 4 a 2. A vantagem deu tranquilidade para o Palmeiras administrar o tempo, controlar o ímpeto adversário e garantir a vaga na fase seguinte do principal campeonato sul-americano, contra o arquirrival Corinthians.

3º – Vasco da Gama 0 x 0 Palmeiras (1997)

Rio de Janeiro debaixo de um típico sol de verão. Maracanã lotado. Edmundo, em ótima fase, pelo Vasco. Alex, camisa 10 com técnica apurada, pelo Palmeiras. O cenário era perfeito para a final do Campeonato Brasileiro de 1997 ser marcada por um duelo recheado de muitos gols.

De um lado, o time de São Januário contava com a força da sua torcida e com o brilho do seu craque Edmundo. Do outro, os alviverdes depositavam as esperanças nos pés do seu principal meio campista, Alex, para superar a defesa adversária. As previsões de um grande jogo no Rio de Janeiro acertaram em cheio: uma partida tensa e com boas chances para os dois lados.

A questão é que o jogo movimentado não saiu do zero. Os dois times esqueceram de combinar com os goleiros adversários para a bola entrar. Carlos Germano, do Vasco, e Velloso, do Palmeiras, roubaram a cena. Os arqueiros tiveram excelentes atuações e não deixaram passar nem agulha entre as balizas do Estádio Mário Filho. Melhor para os cruzmaltinos, que, com a melhor campanha da competição, só precisava de um empate para garantir o tricampeonato nacional. Festa para os 90 mil vascaínos que lotavam as arquibancadas.

4º – Palmeiras 4 x 0 Vasco da Gama (1999)

O dia 1º de março de 1999 que deveria ser de festa para os cariocas, que comemoravam o aniversário da Cidade Maravilhosa, foi de amargura para parte deles. Os palmeirenses colocaram água no chope dos vascaínos. Pior ainda para os que foram até a capital paulista para assistir o segundo e decisivo confronto do Torneio Rio-São Paulo. Foi um verdadeiro passeio alviverde.

Em menos de 34 minutos de jogo, o placar do Morumbi, estádio do arquirrival São Paulo, já marcava 3 a 0 para o Palmeiras. Os donos da casa, que poderiam garantir o título apenas com um empate, ignoraram a vantagem, marcaram o quarto gol e sacramentaram o pentacampeonato do torneio. Vitória e título incontestáveis.  

5º – Palmeiras 5 x 0 Vasco da Gama (1967)

O primeiro jogo entre os dois clubes em um campeonato nacional não poderia ficar de fora dessa seleta lista. Até mesmo porque o jogo é, até hoje, a maior goleada na história dos confrontos entre cruzmaltinos e alviverdes. O duelo aconteceu ainda pela primeira fase do “Robertão” (Taça Roberto Gomes Pedrosa) de 1967 e foi um verdadeiro espetáculo palmeirense. Ou melhor, um verdadeiro espetáculo de Rinaldo, jogador que figura entre os 40 maiores artilheiros do Palmeiras. O  ex-atacante da Academia marcou quatro gols e levou a torcida presente no Pacaembu, na capital paulista, à loucura. No fim daquele ano, o Alviverde ergueu a taça de campeão brasileiro.

O Palmeiras bateu o Náutico por 2 a 0 na final do Robertão de 1967 (Foto: Site do Palmeiras)

 

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